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Um processo assustador

  • Foto do escritor: Associação das Letras
    Associação das Letras
  • 15 de fev.
  • 1 min de leitura

Certa feita atendi no escritório um cidadão que se apresentou todo cheio de razão.

Ele me contou uma história sem pé nem cabeça dizendo que se sentira lesado por um amigo (na verdade eu percebi que ele fora contrariado e estava magoado), e não queria saber de conversa, queria porque queria a todo custo apresentar um processo judicial contra o tal "amigo".

Educadamente ouvi as suas "razões" e conclui que aquilo não levaria a nada, que não adiantaria fazer um processo daquele tipo, totalmente sem fundamento.

Ele entendeu, me encarou e finalmente confessou meio ressabiado que o processo, na verdade, era mais para "dar um susto" no amigo.

Não falei, mas pensei: "será que eu sou tão feio assim e tenho cara de quem sai por aí assustando os outros?".

Calmamente, fiz umas anotações, uns cálculos, e quando apresentei os custos do referido processo ele ficou branco como se tivesse visto um fantasma.

Então eu lhe perguntei "assustei você"?

E como ao olhar a soma apresentada ele ficara sem falar eu completei: "veja você, o quanto eu sou bom nessa história de assustar".

 

P.S.

E nem se tratava a questão de uma sustação de protesto.


Texto: Reinoldo João Corrêa

Membro da Associação das Letras

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